Caso
a Câmara de Vereadores de Ilhéus, sul do estado, aprove a reforma
tributária e o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU)
do Município, a seccional baiana na cidade da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) pretende “jogar água no chopp” da prefeitura. Para o
presidente da subseção da OAB-BA, Marcos Flávio Rhem da Silva, os
projetos apresentam uma série de irregularidades. Uma delas é a que
chama de violação ao “princípio da proporcionalidade”, com a triplicação
do valor do imposto de imóveis edificados e a quadriplicação do valor
dos lotes, com aumento de até 2.000% no último caso. “Estamos discutindo
com diversos segmentos da sociedade civil organizada, e, se,
absurdamente, o projeto for aprovado da maneira que foi apresentado, a
OAB ajuizará uma Ação Direta de Inconstitucionalidade”, antecipou Marcos
Flávio ao Bahia Notícias. Enquanto a decisão ainda não ocorre – a
Câmara de Ilhéus tem sessão marcada para esta terça-feira (9) – uma
comissão de tributaristas estuda os mais de 300 artigos da planta de
valores do IPTU local. Segundo os advogados, há uma defasagem do
imposto, mas o reajuste proposto pelo projeto “aumenta de forma
exorbitante” a taxa. Ainda segundo Marcos Flávio, se o projeto vingar,
abre o precedente para que o Executivo tome para si atribuições dos
vereadores, que tem a ver como o parcelamento e o perdão de dívidas de
empreiteiras, sinalizando um “cheque em branco” para a prefeitura.
Outras falhas apontadas pela comissão da OAB dizem respeito à falta de
clareza nos critérios de avaliação dos imóveis e ao parcelamento do
imposto ao contribuinte. A Câmara de Ilhéus tem expediente até esta
semana. Se os vereadores não conseguirem a aprovação do projeto, eles
podem tentar a votação em sessões extraordinárias até o fim do mês. Só
assim o reajuste do imposto pode valer em 2015.









09:19
Algodão Notícias

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