O
executivo-chefe da Nestlé, Paul Bulcke, disse nesta quinta-feira (16)
que a empresa está em "alerta" com o surto de vírus ebola na África
Ocidental, importante região produtora de cacau. Segundo ele, "esse
surto afeta a nós e a sociedade em geral", afirmou em teleconferência
com analistas após a divulgação dos resultados financeiros da companhia.
A Nestlé não possui fábricas em Serra Leoa, Guiné ou Libéria, os mais
afetados pelo ebola, mas tem ajudado a Cruz Vermelha no combate ao
vírus, com doação recente de 100 mil francos suíços (US$ 106 mil). O
objetivo é evitar que a doença chegue à Costa do Marfim e Gana, vizinhos
à região epidêmica e principais produtores mundiais do cacau, que
respondem por mais da metade da oferta global, matéria-prima do
chocolate. Leia mais notícias sobre o ebola. A Organização Munidal da
Saúde, OMS, divulgou nesta quarta-feira (15) novo balanço de casos de
ebola no mundo. Segundo a agência das Nações Unidas, foram confirmados
8.997 contaminações pelo vírus em sete países e 4.493 mortes.A
maior parte dos casos de contágio ocorreram em Guiné, Libéria e Serra
Leoa, na África Ocidental. Nigéria, Senegal, Espanha e Estados Unidos
também tiveram notificações. Os números referem-se ao dia 12 de outubro.
A Libéria continua sendo o país com maior número de ocorrências,
seguido de Serra Leoa e Guiné. O relatório não contabiliza o segundo
caso de ebola autóctone dos EUA, que foi divulgado nesta quarta pelas
autoridades do Texas. Uma segunda enfermeira, que cuidou do paciente
liberiano Thomas Eric Duncan, morto há uma semana, contraiu a doença e
está internada em Dallas.









09:51
Algodão Notícias
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