A
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na manhã
desta quarta-feira, 13, o projeto de lei que promove uma minirreforma
eleitoral. Embora as novas regras não tenham sido aprovadas até 5 de
outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode considerá-las válidas
para as eleições do próximo ano. Isso porque as modificações promovidas
pela proposta são de procedimento, o que permite desconsiderar a regra
da anualidade - mudanças profundas na legislação eleitoral só podem ser
promovidas até um ano antes do pleito. Isso ainda será analisado pelo
TSE. A
reforma proposta, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), tem sido
chamada de "perfumaria" desde o início de sua tramitação. Apesar de
tratar essencialmente do formato das propagandas durante o período de
campanha - proíbe, por exemplo, o uso de cavaletes nas ruas ou a pintura
de muros - o texto abre uma brecha para doações de empresas
concessionárias de serviços públicos. O
projeto veda a permissionários a transferência de dinheiro para
campanhas apenas "quando forem os responsáveis diretos pela doação". Com
essa redação, o projeto vai permitir que empresas acionistas, sócias,
ou ainda as com razão social diferente do concessionário façam doações
já nas próximas eleições. Atualmente, o governo federal é o principal
"sócio" de empresas concessionárias no País - recentemente, lançou o
maior pacote de concessões da história, estimado em R$ 500 bilhões. O
texto inicial aprovado no Senado limitava a contratação de cabos
eleitorais, mas os deputados retiraram essa previsão do projeto. Quando
for apreciada no plenário, o que pode ocorrer ainda nesta quarta, esse
será um dos itens destacados para votação em separado. Alguns senadores
defendem a limitação, mas a oposição tem reagido contra, afirmando que a
proibição ou até a limitação na quantidade de cabos eleitorais
permitidos por candidato beneficia os mais conhecidos, em detrimento dos
candidatos que ainda não firmaram seu nome junto à população. Em sua
defesa, o PT afirma que a contratação de cabos eleitorais favorece a
compra de votos. A
proposta, que também chegou a ser apelidada de "nanorreforma", prevê
itens que reduzirão, segundo o autor, Romero Jucá, os custos de
campanha. O texto modifica a atual legislação vigente e libera a
pré-campanha na internet, mas acrescenta a possibilidade de prisão de
quem contratar ou for contratado "com a finalidade específica de emitir
mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou denegrir a
imagem de candidato, partido ou coligação". No caso de quem contrata, a
pena varia de dois a quatro anos. Quem prestar o serviço, fica sujeito a
detenção de seis meses a um ano. Além disso, candidatos ficha suja
passam a ter um prazo de 20 dias para serem substituídos. Hoje, a
legislação permite que a subscrição ocorre na véspera do pleito.
(Agência Estado)









22:55
Algodão Notícias

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