Durante um almoço em família, a professora Ana Maria Jaqueira sentiu um cansaço na boca. A sobrinha médica desconfiou de que algo estava errado e a levou ao hospital, quase à força. “Eu teimava com ela que eu não tinha necessidade nenhuma de ir para o hospital, porque eu não tava com nada”. Exames comprovaram que a professora estava tendo um infarto.
Nas mulheres, cansaço na mandíbula, fraqueza, falta de ar, náusea, dor gástrica e dor que irradia pelas costas e ombros podem ser sintomas de infarto. O infarto pode chegar também sem sintomas. “As mulheres, sobretudo as jovens, ainda na fase pré-menopausa, têm um fator de proteção circulatório estrogênico. Esses hormônios estrogênicos, eles diminuem muito o limiar de dor das mulheres. Elas sentem menos dor e a dor que caracteriza o infarto nas mulheres, ela nunca é, ou quase nunca, é tão típica quanto nos homens”, explica Jadelson Andrade, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
O que parece vantagem, no fundo, é um grande risco. A maior resistência a dor faz com que a mulher não procure um médico. Outra característica feminina agrava ainda mais a situação: o sistema circulatório é mais sensível, mais frágil do que o dos homens. Por isso, o infarto nas mulheres é mais agressivo. As doenças cardiovasculares, entre elas o infarto, são a principal causa de morte de mulheres no Brasil. Em 2010, mais de 40 mil brasileiras perderam a vida, vítimas de infarto. “Como corrigir isso? Fazendo avaliações médicas periódicas, como é feito para o sistema ginecológico; dando atenção ao seu sistema circulatório”, diz o médico.
É o que faz a funcionária pública Socorro Lopes, depois de ter um princípio de infarto cinco anos atrás. “A mensagem que eu tenho que passar é a busca do equilíbrio, inclusive o emocional; porque o emocional é um fator determinante para a saúde do nosso coração, que transmite amor, que gera amor, que traduz amor”.
O crescimento no número de infartos entre as mulheres está diretamente associado às mudanças de hábitos nas últimas décadas, que fizeram as mulheres adquirirem fatores de risco: obesidade, colesterol alto, diabetes, pressão alta, sedentarismo, fumo e estresse. (G1)









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Algodão Notícias
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